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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aborto e Controle Populacional, por Fernanda Fernandes Takitani






Em 28 de abril de 2016, Fernanda Fernandes Takitani deu a palestra Aborto e Controle Populacional, no 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa.

A palestra é um relato das ações de entidades internacionais como a Rockefeller Foundation, Ford Foundation, MacArthur Foundation e outras na promoção do controle populacional, por uma gama de medidas que inclui a expansão do aborto em todo o mundo.

Essas fundações vem patrocinando estudos sobre demografia, criando cursos de mestrado e doutorado nessa área e impingindo a idéia neomalthusiana de que vivemos um crescimento populacional insustentável, que deve ser combatido vigorosamente, sob pena de haver uma explosão de miséria e de guerras. Uma das grandes ferramentas desse combate ao crescimento populacional é o aborto.

Essas fundações tiveram intensa participação na criação de entidades no Brasil, como o CEBRAP, CEDEPLAR, NEPO e ABEP, entre muitas outras. Quando a MacArthur Foundation se retirou do Brasil, fez uma doação final às entidades CFÊMEA, Rede Feminista de Saúde, Cunhã, ECOS e GTPOS.



A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.

Fernanda Takitani participou do 1º Ciclo de Palestras Santa Generosa, apresentando Ideologia de Gênero: Raízes Históricas e Filosóficas.



Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

domingo, 8 de maio de 2016

Humanæ Vitæ: o calvário de Paulo VI, pelo Pe. José Eduardo






Em 14 de abril de 2016, o Pe. José Eduardo de Oliveira e Silva deu a palestra Humanæ Vitæ, o calvário de Paulo VI, parte do 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa. A encíclica publicada em 1968 determinou a posição da Igreja Católica sobre os métodos contraceptivos.

Na época do Concílio Vaticano II, a Igreja precisava formular melhor sua doutrina sobre o Matrimônio. A encíclica Gaudium et Spes, de 1965, cumpriu essa função, mas não se manifestou sobre a questão dos anticoncepcionais orais. O papa João XXIII criou, em 1963, a Comissão para o Estudo da População, Família e Natalidade, incumbida de estudar esse problema. A Comissão não conseguiu consenso e encerrou seus trabalhos sem chegar a uma conclusão. Paulo VI escreveu então a encíclica Humanæ Vitæ, com o auxílio dos cardeais Martelet e Colombo, que integraram a Comissão.

A encíclica considera que “toda a ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” deve ser excluída pelos católicos. Diz ainda que “se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade, sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar.”

A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.




Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

sábado, 7 de maio de 2016

Poesia e Cosmovisão no Brasil Contemporâneo, por Érico Nogueira






A segunda palestra do 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa foi Poesia e Cosmovisão no Brasil Contemporâneo, dada por Érico Nogueira, em 7 de abril de 2016.

Usando a Teoria dos Polissistemas de Itamar Even-Zohar, Érico diagnostica que o sistema literário brasileiro é jovem, pobre e está em crise. O principal acontecimento literário no Brasil atual é a publicação de traduções de clássicos, como os russos. Ele acredita, porém, que a existência desses clássicos em português (mesmo que seja o português Folha de S.Paulo de certas traduções), vai acabar fecundando a literatura brasileira.

Com ousadia e brilhantismo, Érico analisa três poemas brasileiros contemporâneos, uma das Odes a Maximin, de Ricardo Domeneck, alguns sonetos do livro Isto a que Falta um Nome, de Claudio Neves e o primeiro trecho de Epaminondas, de Marco Catalão, e procura responder à pergunta:  “Que tipo de homem está representado nessas obras?”

A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.





Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.
  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI” 
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

domingo, 1 de maio de 2016

Armas e Cristianismo, por Bene Barbosa



Em 31 de março de 2016, Bene Barbosa deu a palestra Armas e Cristianismo: uma visão histórica, abrindo o 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Aproveitando o fato de que o evento foi realizado em uma igreja, Bene, que é católico, preparou uma apresentação inédita relacionando a posse e o uso de armas com o pensamento cristão. Existe alguma contradição entre a doutrina cristã e a defesa pessoal?

Bene começa dizendo que nem toda violência é ruim. A violência que é usada para a legítima defesa é um bem, não um mal. A legítima defesa é um caso de violência necessária. No Brasil, divuga-se insistentemente que existe um problema de violência. Isso é falso, o que temos é um problema de criminalidade. 

Segundo o Antigo Testamento, no tempo de Davi, os hebreus não podiam possuir armas de ferro e a quantidade de suas ferramentas agrícolas era controlada pelos filisteus. Se o Viva Rio ou o Sou da Paz já existissem, poderiam proibir também a funda de Davi. No Evangelho de São Lucas, durante a Santa Ceia, Jesus diz aos discípulos para venderem sua capa e comprarem uma espada.

Bene relata diversos casos de desarmamento ao longo da história. O primeiro caso é o do Japão, no século XVI, quando foram proibidos ao mesmo tempo as armas e o cristianismo. Na União Soviética, as armas da população foram utilizadas para se fazer a Revolução Russa, para serem recolhidas pelo governo na seqüência, para que as pessoas não tivessem chance de se defender da ditadura, que também perseguiu o cristianismo. Outros exemplos de governos desarmamentistas e anticristãos são a Alemanha nazista, Cuba e a Venezuela.

Houve diversas situações em que cristãos se viram obrigados a se armar para se defender de agressões. Bene cita a Guerra Cristera, no México, entre 1926 e 1929. O governo revolucionário mexicano tomou uma série de medidas anticlericais e houve uma escalada de perseguições contra os opositores. Depois de uma tentativa infrutífera de resistência pacífica, os católicos mexicanos perceberam que somente com uma resistência efetiva teriam condições de defender a Igreja.

No século 19, viveu São Gabriel Possenti, um religioso que enfrentou e venceu sozinho vinte mercenários armados que atacaram a cidade de Isola del Gran Sasso. O pastor Sam Childers, conhecido como Machine Gun Preacher (Pregador Metralhadora), fundou no Sudão um orfanato chamado Anjos da África Oriental. Essa entidade tem uma forma de atuação muito peculiar, promove resgates armados de crianças seqüestradas por grupos de guerrilheiros.

Em 25 de julho de 1993, quatro terroristas atacaram a Igreja Anglicana de São Tiago, na Cidade do Cabo, África do Sul, matando 11 pessoas e ferindo 58. A tragédia não foi maior porque um dos fiéis, Charl van Wyk, estava armado e atirou em um dos terrorista, o que fez com que eles fugissem.




Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.


  • 5 de maio — Henriete Fonseca — Tema: “Realidade e Pessoa: o conhecimento de si e a questão da felicidade”
    (Henriete Fonseca é antropóloga formada pela PUC-SP e Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Foi professora, durante dez anos, da Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros - FEI. Atualmente ministra o curso “Introdução ao Cristianismo segundo as Obras de Hugo de São Vitor e Santo Tomás de Aquino”, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.)

  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI”
    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”
    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica. Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”
    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”
    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”
    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”
    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”
    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”
    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o Contexto, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Esquecidos & Superestimados, de Rodrigo Gurgel

Vamos respirar um pouco de ar puro. Vamos falar de assuntos mais elevados: literatura e o trabalho admirável de Rodrigo Gurgel como crítico.

Foi com grande prazer que li o livro mais recente dele, Esquecidos & Superestimados, publicado pela Vide Editorial. Como em Muita Retórica — Pouca Literatura, obras brasileiras são analisadas, cada uma de um autor diferente. Percorremos assim as primeiras três décadas da nossa literatura do século 20.

Confesso que, desta vez, não li nenhum dos textos que ele aborda. Não importa. Aumentou minha lista de autores a conhecer, com a inclusão de, pelo menos, Simões Lopes Neto, Hugo de Carvalho Ramos e Valdomiro Silveira. Dependendo da minha disposição, gostaria também de ler Júlia Lopes de Almeida, Coelho Neto e Amadeu Amaral.

Gostei muito do capítulo sobre Monteiro Lobato, autor que marcou a minha infância e a de muita gente. Fico incomodado com a patrulha tacanha que ele sofre hoje dos analfabetos politicamente corretos, que querem colocar em suas edições infantis advertências sobre Tia Nastácia. É verdade que olhei novamente a História do Mundo para Crianças e não gostei tanto assim do que li. E fiquei de fato chocado quando li O Presidente Negro. Não acho que a obra infantil de Monteiro Lobato seja racista, mas este livro é sim. As pessoas criticam o racismo que não existe e ignoram o racismo real, porque não lêem nem os livros para crianças nem os para adultos.

Monteiro Lobato é estigmatizado por causa do artigo Paranóia ou mistificação?, de 1917, em que criticou a exposição de Anita Malfatti. Embora acusado de prepotente e de inimigo de qualquer avanço cultural, Lobato publicou inúmeros escritores jovens e desconhecidos, incluindo Guilherme de Almeida, Amadeu Amaral, Gilberto Amado, Lima Barreto, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia. Teve a competência de montar uma rede de distribuição de livros com bancas de jornal, papelarias, farmácias e armazéns. Em 1923, tinha quase 200 títulos no catálogo. Sem a efervescência cultural que sua editora criou, a Semana de 22 não teria sido possível.

Os outros autores mais conhecidos de quem Rodrigo Gurgel trata são Lima Barreto, Euclides da Cunha e Olavo Bilac. Gurgel diz que Lima Barreto defendeu uma literatura militante, que deveria mostrar as qualidades de seus personagens e afirmar que o entendimento e o amor entre pessoas muito diferentes era possível. Mas sua obra é marcada pelo sentimento de derrota, seu e de seus personagens.

Os Sertões, de Euclides da Cunha, é um livro que exige uma disposição especial do leitor para enfrentar um vocabulário rebuscado e descrições topográficas e geológicas intermináveis. Gurgel nos convence de que o esforço vale a pena. Aponta as semelhanças entre um trecho de Os Sertões e um poema de Rimbaud e especula se Euclides da Cunha teria tomado contato com esse autor na biblioteca de Francisco Escobar.

Olavo Bilac é analisado por suas crônicas, consideradas datadas, nas quais abundam hipérboles vazias e falta conteúdo. Podemos ver vários exemplos de sua estilística piegas, cheia de adjetivos extremados e completamente inadequados.

Rodrigo Gurgel elogia três contistas que se situam acima do que se costuma chamar de regionalismo. O gaúcho Simões Lopes Neto é autor de Lendas do Sul, uma coletânea de contos folclóricos narrados com grande habilidade. Hugo de Carvalho Ramos, goiano, escreveu Tropas e Boiadas, narrando histórias de tropeiros do Centro-Oeste. Seus contos cheios de espontaneidade e tensão épica fogem dos lugares-comuns com inteligência, sensibilidade e apuro lingüístico. Valdomiro Silveira, paulista, é autor de Os Caboclos. Os 24 contos desse livro são histórias singelas ou dramáticas, que costumam começar de maneira que a atenção do leitor é imediatamente capturada. Seus narradores se expressam com desembaraço, suas frases se encadeiam sem adereços desnecessários, seu ritmo é leve. É o avesso do beletrismo balofo de Afonso Arinos.

Há muito mais autores esquecidos que superestimados, mas vamos mencionar dois destes últimos. Antônio Sales, autor de Aves de Arribação, tem, segundo Gurgel, o mérito de concentrar em duzentas páginas todos os defeitos da literatura brasileira: ornamentação piegas, retórica afetada, uso desmedido de adjetivos e de lugares-comuns, falta de interação entre os personagens, estilo e técnica narrativa deficientes. João do Rio escreveu A correspondência de uma estação de cura, uma narrativa epistolar frouxamente composta, em que os personagens se expressam invariavelmente de maneira frívola, mesquinha e afetada.

Aprendi muito com Esquecidos & Superestimados, que vai me fazer ler mais.

1. À espera de justiça
— Júlia Lopes de Almeida e A falência

2. Escondido e desprezado
— Emanuel Guimarães e A todo transe!

3. Combate interminável
— Euclides da Cunha e Os Sertões

4. Perseguido, mas brilhante
— Coelho Neto e Turbilhão

5. Perfumaria bilaquiana
— Olavo Bilac e suas crônicas

6. A salvação pelo duplo
— Lindolfo Rocha e Maria Dusá

7. Retorno à querência
— Simões Lopes Neto e Lendas do Sul

8. Manual de literatice
— Antônio Sales e Aves de arribação

9. Salvo da banalidade
— Hugo de Carvalho Ramos e Tropas e boiadas

10. Canalhice e afetação
— João do Rio e A correspondência de uma estação de cura

11. Salvo pela ironia
— Carlos de Laet e suas crônicas

12. Ideologia e azedume
— Lima Barreto e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá

13. Psicopatia e racismo
— Afrânio Peixoto e Fruta do mato

14. Injustamente esquecido
— Valdomiro Silveira e Os caboclos

15. Corrosivo e sempre contemporâneo
— Monteiro Lobato, Urupês e Negrinha

16. O filho tardio de Alencar
— Alcydes Maya e Alma bárbara

17. Sobriedade e sutileza
— Amadeu Amaral e A pulseira de ferro

18. Equívocos e retórica
— Jackson de Figueiredo e Literatura reacionária

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Muita Retórica — Pouca Literatura, de Rodrigo Gurgel

Um dos melhores livros que li no ano passado é Muita Retórica — Pouca Literatura, de Rodrigo Gurgel. É um painel da prosa brasileira da segunda metade do século 19. Em cada capítulo, Rodrigo analisa uma obra de um autor diferente. O único escritor que aparece em dois capítulos é o Visconde de Taunay, com Inocência e A Retirada da Laguna.

Confesso que só li quatro dos livros analisados: Memórias de um Sargento de Milícias, O Cortiço, O Ateneu e Dom Casmurro. Quase todos quando estava no colegial, há mais de 25 anos. Encontrei muitos reflexos da impressão que me ficou dessas obras na crítica de Rodrigo Gurgel.

Memórias de um Sargento de Milícias é um livro muito bom. Despretensioso, leve, bem-escrito, narra o cotidiano de pessoas comuns. Suas personagens são verossímeis e perfeitamente humanas com suas pequenas mesquinharias e seus pequenos gestos de heroísmo. O Cortiço é uma obra forte, com momentos marcantes. Porém, sua visão naturalista, totalmente pessimista sobre a capacidade moral do ser humano, o faz um romance mediano. O Ateneu é um livro muito ruim, tanto pelo excesso de retórica como pelo sarcasmo destrutivo que o narrador dirige contra tudo e contra todos.

E fiquei muito satisfeito por Rodrigo Gurgel não gostar de Dom Casmurro. Ele ressalta o quanto Machado de Assis deve ao autor de Memórias de um Sargento de Milícias, dívida nunca reconhecida por Machado. Rodrigo diz que Bentinho constrói uma narrativa que só conduz o leitor a becos sem saída. Não é possível dizer se Capitu traiu Bentinho ou não. E não é possível dizer mais quase nada. Bentinho simplesmente nos confunde e para nada.

Muita Retórica — Pouca Literatura
resgata diversos escritores esquecidos, como João Francisco Lisboa, Joaquim Felício dos Santos, Inglês de Souza e Xavier Marques. Dá umas boas pauladas em autores incensados como Adolfo Caminha, Afonso Arinos e Graça Aranha, além das unanimidades José de Alencar, Machado de Assis e Raul Pompéia. Fiquei com muita vontade de ler A Retirada da Laguna e os livros de Joaquim Nabuco e Eduardo Prado. E estou ansioso para começar o próximo do Rodrigo, Esquecidos e Superestimados, que continua analisando a prosa brasileira, agora no início do século 20.

A crítica de Rodrigo Gurgel é muito bem fundamentada. É divertida e equilibrada. Os pontos fortes de uma obra ruim ou os defeitos de um livro excelente não são deixados de lado, mas explicados pacientemente ao leitor.

Para dar uma noção do que é o livro, publico o nome dos capítulos e o autor e a obra a que se referem. Boas leituras!

1. Romantismo autodestrutivo
José de Alencar e Lucíola

2. Talento para recriar a vida
Manuel Antônio de Almeida e Memórias de um Sargento de Milícias

3. O ironista macambúzio
João Francisco Lisboa e Jornal de Timon

4. O contestador liberal
Joaquim Felício dos Santos e Memórias do Distrito Diamantino

5. Valioso, mas desigual
Visconde de Taunay e Inocência

6. Ecos do ultra-romantismo
Bernardo Guimarães e O Seminarista

7. Épico às avessas
Visconde de Taunay e A Retirada da Laguna

8. Lenga-lenga maçante
Franklin Távora e Um casamento no arrabalde

9. O preço do naturalismo
Aluísio Azevedo e O Cortiço

10. Acima do naturalismo
Inglês de Souza e Contos amazônicos

11. Subliteratura e vingança
Adolfo Caminha e Bom Crioulo

12. Encoberto pela retórica
Domingos Olímpio e Luzia-Homem

13. Em busca do realismo
Manuel de Oliveira Paiva e Dona Guidinha do Poço

14. Enfermo de retórica
Raul Pompéia e O Ateneu

15. A pior das respostas
Machado de Assis e Dom Casmurro

16. O antifilisteu
Joaquim Nabuco e Minha formação

17. O anti-revolucionário
Eduardo Prado e Fastos da ditadura militar no Brasil

18. Arenga sertanista
Afonso Arinos e Pelo sertão

19. Retorno ao paraíso
Xavier Marques e Jana e Joel

20. Puro pedantismo

Graça Aranha e Canaã

sábado, 16 de agosto de 2014

Trecho de Muita Retórica - Pouca Literatura, de Rodrigo Gurgel


Em Muita Retórica - Pouca Literatura, falando sobre Inocência, do Visconde de Taunay, diz Rodrigo Gurgel:

“Questões biográficas à parte, Inocência tem recebido encômios dos principais críticos brasileiros, algumas vezes com evidente hipérbole. Trata-se de prática rotineira entre nós, infelizmente, chamar de genial o apenas razoável, como se o país, destituído de um número de gênios que corresponda ao tamanho do seu território, se dispusesse a criá-los à força, ainda que, para tanto, fosse obrigado a edulcorar a verdade. E não há exagero em minhas palavras. Leiam os cadernos culturais: aqui, nasce um gênio a cada semana. É pena que a quase absoluta maioria tenha vida efêmera — muitos não resistem à primeira troca de fraldas; poucos, cujos amigos estão nos postos certos, ganham sobrevida de uma década.”