quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Ciclofascismo assassino

A vítima desta segunda-feira, Florisvaldo Carvalho da Rocha, entre o prefeito e o secretário dos Transportes.


Na segunda-feira, 17 de agosto, o aposentado Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, morreu atropelado por uma bicicleta sob o Elevado Costa e Silva, o Minhocão. No dia anterior, Tiago Oliveira Pimentel, de 9 anos, foi atropelado na ciclovia da Avenida Bento Guelfi e morreu.

É evidente que os dois acidentes devem ser investigados. Porém, os dois casos são tragédias esperadas e anunciadas. A ciclovia da Av. Bento Guelfi era conhecida como “ciclovia da morte” desde sua construção, mesmo que ninguém houvesse morrido lá, porque foi feita no meio de uma avenida movimentada sem canteiro central e sem proteção adequada aos ciclistas. A ciclovia sob o Minhocão tirou o espaço dos pedestres. Os ciclistas passam por pontos de ônibus e não fica claro qual é o espaço de cada um. Dez dias depois de sua inauguração, ocorre essa tragédia.

O ciclofascismo desta administração está apresentando sua face assassina. Não sei por que o Ministério Público ainda não mandou interditar essas duas armadilhas em forma de ciclovia. O prefeito Fernando Haddad e o secretário dos Transportes Jilmar Tatto precisam ser processados por homicídio com dolo eventual. Afinal de contas, assumiram o risco de expor os cidadãos à possibilidade de morrerem atropelados em ciclovias mal planejadas, instituídas apenas para satisfazer às suas obsessões.

A cidade está sendo submetida diariamente a medidas autoritárias e sem sentido, com as sacolinhas plásticas, com as ciclovias e ciclofaixas, com a redução de velocidade em todos os tipos de vias, com faixas exclusivas de ônibus que não têm ônibus. Nada obedece a um critério técnico ou racional. O prefeito parece estar em campanha para convencer os paulistanos a nunca mais votar no PT para nada.

Procurei por fotos do garoto Tiago Oliveira Pimentel. Não achei nada. Não consegui nem saber se ele estava a pé ou de bicicleta quando foi atropelado. Tenho a impressão de que o assunto não chamou a atenção da imprensa. Será que estou enganado?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Lula Inflado

Lullapapooda © Movimento Brasil Livre

A grande sensação dos protestos de 16 de agosto foi o boneco do ex-presidente Lula em trajes de presidiário, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A grande imprensa não pôde fingir que não viu, nem fazer de conta que os objetivos da manifestação são difusos, abstratos, etéreos. O que pode ser mais concreto que Lula preso? Parabéns aos idealizadores e realizadores desse genial golpe de marketing.

O mais legal é que a história não acaba aí. O Instituto Lula passou recibo, emitindo uma nota oficial em resposta ao boneco. É mais uma prova do quanto estão perdidos. Inúmeras pessoas fizeram e continuam fazendo maravilhosos memes nas redes sociais. Coloco aqui uma pequena seleção dos meus prediletos.

© Lula Inflado


© Lula Inflado

© Rodrigo Gomez
© Milene Reis

© Marco Balbi

© Marco Balbi


© Mauro Scheer


© Alex Brum Machado


© Lula Inflado

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Por que vamos às ruas no dia 16


No dia 16 de agosto, os brasileiros de todos os cantos do país iremos mais uma vez às ruas pedir o fim deste desgoverno que se abateu sobre nós. Seremos milhões de pessoas exigindo a queda de Dilma, a cassação do registro do PT, o fim da ingerência do Foro de São Paulo nos assuntos internos do Brasil, em uma manifestação gigantesca, maior que qualquer outra já havida até 14 de março de 2015.

Por que vamos às ruas?

Porque queremos de volta nosso direito à vida. Ninguém pode suportar 60.000 assassinatos por ano. Queremos a redução da maioridade penal. Queremos o fim do Estatuto do Desarmamento.
Porque queremos de volta nosso direito à liberdade. Liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade para trabalharmos, liberdade de votarmos em eleições limpas, em que possamos confiar, liberdade para não doutrinarem nossos filhos nas escolas.
Porque queremos de volta nosso direito à busca da felicidade. Estamos cansados de ser roubados. Estamos cansados de ser feitos de idiotas pelos políticos, de ter nossa inteligência insultada. Estamos cansados de impostos que sufocam a sociedade.
Porque queremos reduzir o tamanho do Estado.
Porque queremos acabar com as divisões artificiais da sociedade. Somos indivíduos, somos livres. Somos todos iguais em natureza e diferentes em nossa individualidade única.
Porque queremos instituições que funcionem, sem militantes infiltrados em cada canto. Porque queremos a separação entre os Poderes.
Fora Toffoli! Fora Lewandowski! Fora Fachin! Fora Barroso!
Porque não queremos andar a 50km/h em avenidas construídas para se andar a 90km/h. Porque não queremos ser feitos de palhaços quando vamos embalar compras no supermercado. Porque não queremos ser submetidos a decisões irracionais e arbitrárias de governantes maníacos.
Fora Haddad!
Porque não aceitamos ameaças de quem quer que seja. Porque não aceitamos que a violência tenha lugar na política.
Fora Vagner Freitas! Fora CUT! Fora Stedile! Fora MST!
Porque somos contra a escravidão, inclusive a dos médicos cubanos.
Fora Fidel! Fora Maduro! Fora Foro de São Paulo!
Porque achamos que roubar é errado e que quem comete crimes deve pagar por eles na prisão.
Fora Lula! Fora Dilma! Fora PT!

Ninguém agüenta mais. Lógico que todos preferiríamos aproveitar o domingo de outra maneira. Mas queremos que nossa voz seja ouvida. Apesar da imprensa, apesar dos políticos, apesar dos bandidos, nos faremos ouvir. O governo está podre e sua queda é questão de tempo. Faça sua parte: ajude a balançar para que caia logo.

As manifestações são um ambiente agradável, em que se respira liberdade. Estaremos entre amigos, entre cidadãos que respeitam a lei. Sempre há um grande contingente de policiais fazendo a segurança. As lojas funcionam, ninguém quebra nada. Crianças, idosos e cadeirantes são bem-vindos.

Leve sua família. Convença seus amigos. Vamos mostrar a essa “elite”, no pior sentido da palavra, que o tempo deles já passou, que o que resta a eles é a Papuda, é o Complexo Penal de Pinhais. Venha fazer parte da verdadeira elite, da elite moral do Brasil.

domingo, 2 de agosto de 2015

Faça a sua parte! É dia 16 de agosto!



Estamos vivendo um momento crítico da história do Brasil. A crise moral paralisa o país de uma maneira inédita. Isso é acompanhado de uma gigantesca crise econômica, cujos sinais mal começaram a se fazer visíveis. O governo Dilma Rousseff já provou que não tem condições técnicas nem políticas de administrar essa crise econômica e é a raiz e o corpo da crise moral que atravessamos.

O Brasil não vai suportar a continuidade deste governo zumbi. O Brasil não pode mais conviver com um partido que sistematicamente transgride a lei e escarnece da Justiça. O Brasil não pode mais tolerar a ingerência do Foro de São Paulo em seus assuntos internos e em sua vida política.

É hora de dar um basta a tudo isso. E esse basta depende de cada um de nós. No dia 16 de agosto, milhões de brasileiros estarão nas ruas, como estiveram em 15 de março e 12 de abril. Faça a sua parte. Compareça e leve mais gente com você. Para que o governo caia, é necessário que o povo demonstre de maneira inequívoca sua indignação. É preciso que os políticos vejam que os brasileiros estão determinados a tirar Dilma Rousseff da presidência e que não vão descansar enquanto isso não acontecer. Os políticos precisam ter medo da opinião pública.

Aprendemos, com as manifestações anteriores, que o ambiente é de absoluta tranqüilidade. As lojas não fecham. Crianças, idosos, cadeirantes, todos são bem-vindos. A polícia está presente para colaborar e proteger os cidadãos. As pessoas que participam são gente comum, pacífica e ordeira, cumpridora das leis. Essas pessoas só querem que as leis sejam cumpridas também pelos governantes, que as leis valham para todos.

Aprendemos também que a imprensa não é exatamente uma aliada. Existem casos e casos, mas a imprensa não vai ajudar a convocar os protestos. Muitos veículos vão minimizar seu tamanho e ridicularizar sua pauta. Paciência! Precisamos vencer isso também. Por isso é tão importante que as pessoas divulguem essa convocação e se empenhem em levar muita gente.

Não confie nos políticos. Não confie na imprensa. Derrubar o governo mais corrupto da história do Brasil está em nossas mãos. Faça a sua parte!



Cidades confirmadas até o momento:

AC - Acre

Mâncio Lima - 09h30 - Praça São Sebastião (Centro)

AL - Alagoas

Arapiraca - 15h - Praça Marques
Maceió - 09h - Corredor Vera Arruda

AM - Amazonas

Benjamim Constant - 16h - Praça Frei Ludovico
Manaus - 16h - Av. Djalma Batista x Rua Pará

AP - Amapá

Macapá - 15h - Praça da Bandeira

BA - Bahia

Brumado - 17h - Praça Coronel Zeca Leite
Cachoeira - 15h - Praça 25
Camaçari - 09h30 - Praça Des. Montenegro
Conceição do Coite - 15h - Praça da Matriz
Feira de Santana - 15h - Em frente a Prefeitura
Ilhéus - 15h30 - Catedral São Sebastião
Itabuna - 15h - Jardim do Ó
Itapetinga - 15h - Lagoa
Salvador - 09h - Farol da Barra
Vitória da Conquista - 09h - Praça Guadalajara

CE - Ceará

Barbalha - 16h - Praça da Estação
Fortaleza - 15h - Praça Portugal

DF - Distrito Federal

Brasília - 09h30 - Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios)

ES - Espírito Santo

Cachoeiro de Itapemirim - 09h - Praça Jeronimo Monteiro
Linhares - 14h - Praça 22 de agosto
Vitoria - 14h - Praça do Papa

GO - Goiás

Anápolis - 14h - Praça Dom Emanuel
Goiânia - 14h - Praça Tamandaré
Santa Helena de Goiás - 10h - Praça da Igreja Matriz

MA - Maranhão

Sao Luís - 16h - Av. Litoranea (Praia do Calhau)

MG - Minas Gerais

Belo Horizonte - 10h - Praça da Liberdade
Betim - 09h - Praça Tiradentes
Cataguases - 10h - Praça Santa Rita
Curvelo - 10h - Praça Central do Brasil
Divinópolis - 15h30 - Praça do Santuário
Governador Valadares - 10h - Praça dos Pioneiros
Ipatinga - 10h - Feira do Canaã
Itajubá - 15h - Sambódromo de Itajubá
Ituiutaba - 15h30 - Praça Getúlio Vargas
Juiz de fora - 10h - Praça de São Mateus
Montes Claros - 09h - Em frente o Senac
Passos - 14h - Av. Juca Stockler, 1130 UEMG (FESP)
Patos de Minas - 10h - Praça do Fórum
Pouso Alegre - 10h - Em frente a Catedral
Santa Luzia - 11h - Av. Brasilia
São João Del Rei - 15h - Praça Estação Ferroviária
São Lourenço - 15h - Praça João Lage
Uberlândia - 10h - Praça Tubal Vilela
Viçosa - 10h - Quatro Pilastras (UFV)

MS - Mato Grosso do Sul

Campo Grande - 14h - Praça do Rádio
Caracol - 15h - Praça 1º de Maio

MT - Mato Grosso

Cuiabá - 16h - Praça Alencastro

PA - Pará

Belém - 08h - Escadinha Estação das Docas

PB - Paraiba

Campina Grande - 15h30 - Praça da Bandeira
João Pessoa - 13h30 - Av. Epitácio Pessoa (Em frente ao Grupamento de Eng,)

PE - Pernambuco

Olinda - 10h - Praça Do Quartel (Bairro Novo)
Orobó - 15h - Quadra Central
Petrolina - 15h30 - Praça da Catedral
Recife - 09h30 - Av Boa Viagem

PI - Piauí

Parnaiba - 16h - Balão do Mirante
Teresina - 16h - Av. Mar. Castelo Branco em frente à Alepi

PR - Paraná

Apucarana - 15h - Praça Rui Barbosa
Arapongas - 15h - Praça Mauá
Cascavel - 15h - Catedral N.S. Aparecida
Curitiba - 14h - Praça Santos Andrade
Dois Vizinhos - 15h - Praça da Amizade (Praça do Pedágio)
Foz Iguaçu - 09h - Praça do Mitre
Francisco Beltrão - 15h - Calçadão da Igreja Matriz
Guarapuava - 16h - Praça Cleve
Irati - 15h30 - Praça da Bandeira
Jacarezinho - 16h - Faculdade de Filosofia
Londrina - 15h - Colégio Vicente Rijo
Maringá - 14h - Catedral
Paranavaí - 14h - Praça dos Pioneiros
Ponta Grossa - 15h - Praça Barão de Guarauna (Praça dos Polacos)
Rio Negro - 15h30 - Praça Lauro Müler em Mafra
Toledo - 14h - Lago Municipal

RJ - Rio de Janeiro

Niterói - 10h - Reitoria Universidade Federal Fluminense
Resende - 14h - Calçadão Campos Elíseos
Rio de Janeiro - 11h - Praia de Copacabana em frente à R. Sousa Lima, Posto 5
Volta Redonda - 09h30 - Praça Brasil

RN - Rio Grande do Norte

Caico - 16h - Av. Renato Dantas (Rodoviária)
Mossoró - 16h - Rua João Marcelino (Praça do Diocesano)
Natal - 15h - Midway Mall

RO - Rondônia

Presidente Medici - 15h - Av 30 de junho (Auto Posto Santa Maria)

RS - Rio Grande do Sul

Alegrete - 15h - Praça Nova (Camelódromo)
Cachoeira do Sul - 13h30 - Paço Municipal (Cheateau d'Eau)
Canela - 13h30 - Catedral da Pedra
Canoas - 15h - Praça do Avião
Caxias do Sul - 15h30 - Praça Dante
Erechim - 14h - Praça da Bandeira
Espumoso - 15h - Praça Borges Medeiros
Imbé - 14h - Prefeitura
Lajeado - 15h - Parque Theobaldoo Dick
Novo Hamburgo - 15h - Praça Punta Del Este
Pelotas - 15h - Praça Cel. Pedro Osório
Porto Alegre - 16h - Parcão
Santa Cruz do Sul - 15h - Praça do Palacinho
Santa Maria - 14h - Praça Saldanho Marinho
Sapiranga - 15h - Parcão
São Gabriel - 14h - Trevo entrada da Cidade
Vacaria - 15h - Praça Daltro Filho

SC - Santa Catarina

Balneário Camboriú - 15h - Praça Almirante Tamandaré
Blumenau - 14h - Em frente a Prefeitura
Brusque - 10h - Praça da Prefeitura
Campos Novos - 16h - Praça Lauro Muller
Chapecó - 10h - Praça Coronel Bertado
Criciúma - 16h - Parque das Nações
Florianópolis - 15h - Trapiche da Beira-Mar
Itajaí - 15h - Beira Rio (Av. Min. Victor Konder)
Itapema - 15h - Praça da Paz
Jaraguá do Sul - 15h - Praça Angelo Piazera
Joinville - 15h - Praça da Bandeira
Mafra - 15h30 - Praça do Alto de Mafra
Maravilha - 17h - Praça da Matriz
Timbó - 09h - Prefeitura

SE - Sergipe

Aracaju - 15h - Treze de Julho

SP - São Paulo

Adamantina - 16h - Praça Élio Micheloni
Americana - 16h - Praça do Trabalhador
Araraquara - 15h - Teatro Municipal
Araras - 15h - Praça Barão de Araras
Araçatuba - 09h30 - Av. Brasília x Pompeu
Atibaia - 10h - Praça da Matriz (Centro)
Batatais - 10h - Igreja da Matriz
Bauru - 09h30 - Av. Getúlio Vargas (Em frente a PF)
Bebedouro - 10h - Praça da Matriz (Concha Acústica)
Botucatu - 10h - Largo da Catedral
Campinas - 14h - Largo do Rosário
Capivari - 16h - Praça Central
Cerquilo - 15h - Praça do Convivio
Franca - 15h - Catedral
General Salgado - 10h - Calçadão
Guarulhos - 11h - Bosque Maia
Indaiatuba - 09h30 - Parque Ecológico
Itú - 16h30 - Igreja Matriz
Jacarei - 10h - Praça da Cidade
Jaú - 15h - Praça do Beko
Jundiai - 09h30 - Av. Nove de Julho
Limeira - 15h - Praça Toledo de Barros
Mato Grosso do Sul (MS) - 15h - Praça Antônio João
Mogi Das Cruzes - 09h - Praça Oswaldo Cruz (Praça do Relógio)
Mogi-Guaçu - 14h - Campo da Brahma
Osasco - 14h - Estação de Trem
Ourinhos - 16h - Praça Mello Peixoto
Penápolis - 09h - Santa Leonor
Pindamonhangaba - 15h - Praça da Cascata
Piracicaba - 09h - Praça José Bonifácio
Piraju - 13h - Praça Matriz São Sebastião
Pirassununga - 15h30 - Praça Central da Matriz
Pompeia - 09h - Via expressa em frente a rotatoria da Unipac
Presidente Venceslau - 14h - Praça Nicolino
Promissão - 10h - Praça Nove de Julho
Ribeirão Preto - 10h - Praça XV
Rio Claro - 09h - Praça dos Bancos
Salto - 16h - Praça XV
Santa Bárbara D'Oeste - 16h - Em frente a Prefeitura
Santo André - 10h - Paço Municipal
Santos - 14h - Praça da Independência
Sertãozinho - 16h - Praça 21 de Abril (centro)
Sorocaba - 15h - Praça do Canhão
Sumaré - 10h - Praça das Bandeiras (Centro)
São Carlos - 10h - Av. Com. Alfredo Maffei (Praça do Mercado)
São José do Rio Preto - 10h - Em frente a Prefeitura
São José dos Campos - 14h - Praça Afonso Pena
São João da Boa Vista - 09h - Praça Cel. Joaquim José
São Paulo - 14h - Av. Paulista x R. Pamplona
Tatuí - 15h - Praça da Matriz
Taubaté - 15h - Praça do Batalhão
Ubatuba - 10h - Pista de Skate
Vinhedo - 14h - Portal

TO - Tocantis

Palmas - 16h - Praça dos Girassóis

Exterior (horário local)

Bariloche, Argentina - 15h - Centro Cívico
Cochabamba, Bolivia - 12h - Praça da Bandeiras
Dublin, Irlanda - 16h - Embaixada Brasileira
Lisboa, Portugal - 16h - Praça Luís de Camões
Londres, UK - 16h - Embaixada Brasileira
Miami, EUA - 15h - Bayside
Milão, Italia - 16h - Consulado Brasileiro
Nova York, EUA - 14h - Times Square, 45/46
Porto, Portugal - 16h - Consulado Brasileiro
Seattle, EUA - 14h - Seattle Mall
Sydney, Australia - 16h - Martin Place
Toronto, Canada - 14h - Queen's Park
Washington, EUA - 10h - Embaixada Brasileira

Total: 180 cidades 

domingo, 26 de julho de 2015

Por Trás da Máscara, de Flavio Morgenstern

Para mim, o melhor livro do ano é, sem dúvida, Por Trás da Máscara, de Flavio Morgenstern. Sou amigo e grande admirador do Flavio. Encontrei-o pela primeira vez no lançamento do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, de Leandro Narloch e Duda Teixeira, em 2011. Abordei-o na fila. Flavio disse que não costumava ser reconhecido em filas. Muita coisa mudou de 2011 para cá.

Estivemos juntos contra os comunistas que impediram que Yoani Sanchez falasse, em fevereiro de 2013. Estivemos juntos na manifestação de 15 de março contra Dilma. Estivemos juntos em inúmeros eventos em livrarias. Gosto muito de seu estilo e da sua técnica de esgotar os argumentos sobre o assunto de que trata. Invejo sua capacidade de produzir e seu talento. OK, ele é são-paulino. Ninguém é perfeito.

Li Por Trás da Máscara com o mesmo prazer com que aprecio seus artigos. Trata-se, na verdade, de um artigo um pouco mais longo que o habitual. Mas essas quase 600 páginas são sucintas demais.

O mês de junho de 2013 foi particularmente doloroso para mim. Meu pai sofreu um acidente em 31 de maio e faleceu em 2 de julho de 2013. Não pude prestar muita atenção nas manifestações, embora tenha sofrido as conseqüências delas, como todo mundo. Enquanto lia o livro, procurava relembrar o que fiz em cada um daqueles momentos. O detalhismo do Flavio compõe com clareza cada evento daqueles dias conturbados.

O livro começa analisando o que foi o Occupy Wall Street, o movimento de protesto que se instalou no Parque Zuccotti, em Nova York, entre 17 de setembro e 15 de novembro de 2011. A partir de um grupo inicialmente pequeno, composto exclusivamente por militantes, o protesto cresceu enormemente por causa de uma mentira, o boato plantado por um dos organizadores de que haveria um show do Radio Head no parque. Com uma quantidade suficiente de pessoas, realizou-se um ato de caos planejado, a marcha na ponte do Brooklin, que isolou a ilha de Manhattan do restante da cidade. Apesar dos esforços da polícia de evitar ao máximo o enfrentamento, o movimento acabou conseguindo o que queria: imagens de confronto entre policiais e manifestantes. Manipulando as narrativas, conquistou o apoio popular e permaneceu perturbando os cidadãos nova-iorquinos por dois meses. A tática era não declarar qual era sua pauta, quais os seus objetivos. Funcionou.

O principal argumento para o uso da força para desalojar os acampamentos foi a sujeira que produziram. Os manifestantes defecavam em todos os lugares…

Flavio expõe as origens do Movimento Passe Livre, formado por militantes do partidos de extrema esquerda: PSTU, PSOL, PCO e PCB, informação que não se acha na imprensa. Esses grupos não precisam de uma pauta de reivindicações, mas de pretextos para protestar e adquirir poder, forçando o aumento do papel do Estado em supostamente resolver problemas reais ou inventados. Qualquer coisa serve: racismo, ciclo ativismo, LGBTXYZ, liberação da maconha, o que for. Os transportes são um grave problema real das cidades brasileiras e se encaixaram perfeitamente nas necessidades dos militantes extremistas.

A dinâmica das manifestações é descrita com todos os detalhes relevantes. Desde os primeiros atos, houve um grau de violência assustador por parte dos militantes, o que colocou a imprensa e a população contra eles, num primeiro momento. Então, aproveitando-se de alguns erros cometidos pela polícia, exatamente como aconteceu em Nova York, os organizadores conseguiram atrair a simpatia da opinião pública, explorando imagens de confrontos. As pessoas naturalmente tendem a dar razão a quem parece mais fraco.

Flavio lembra de alguns cartazes dos manifestantes, como “Me chama de Copa e investe em mim!”, “Pelo fim do funk alto no busão”, “Só paramos quando o Kinder Ovo voltar a ser R$1,00” e “Vendo Palio 98”. O mais simbólico de todos foi “The jiripoca is going to pew-pew”. São frases auto-referentes que não dizem nada, só expressam o vazio de idéias dos protestos. Flavio propõe mais algumas: “Estou aqui pela mesma coisa do cara do meu lado”, “Piquet foi melhor do que Senna”, “Subsidiem o que eu gosto, proíbam o que eu não gosto” e outras 18 que você encontra no livro.

Um evento chama a atenção na narrativa: a invasão do prédio do Itamaraty, em 20 de junho. Uma multidão havia cercado o Congresso Nacional. De lá, passou pelo Palácio do Planalto e pelo Ministério da Justiça e seguiu, direcionada por empurrões estratégicos, para o Ministério das Relações Exteriores. A segurança desse prédio não é feita por policiais, mas pela Marinha. Os organizadores queriam um confronto contra as Forças Armadas. Diz Flavio Morgenstern:
“Se um único agente das Forças Armadas fosse flagrado dando um croque na cabeça de um manifestante, qual seria a narrativa nos jornais do dia seguinte? Algo melhor do que ‘Exército vai às ruas para reprimir manifestação pacífica’? Nosso país poderia ter-se tornado completamente diferente caso apenas um vidro a mais fosse quebrado. O primeiro que conseguisse se apresentar como liderança do protesto, então, conseguiria ter poderes muito maiores do que os outorgados pelo AI-5.”

Foi esse o risco que corremos em junho de 2013.

O último capítulo trata do assassinato do jornalista Santiago Andrade, atingido por um rojão disparado por dois black blockers, em fevereiro de 2014. Houve muitas mortes causadas pelos protestos, mas essa foi a primeira que claramente partiu dos manifestantes. 

Além da narrativa precisa e da análise das causas e conseqüências do movimento, o leitor é brindado com explicações preciosas sobre o pensamento de Elias Canetti, Ortega y Gasset, Eric Hoffer, Ayn Rand, Kuehnelt-Leddihn, sobre a experiência Milgram e sobre a oposição entre os significados originais das palavras democracia e república. Só esses trechos já valeriam o livro.

Senti falta de uma bibliografia no final. Também seria muito útil um índice onomástico (que imagino que aumentaria muito o número de páginas e talvez o custo do livro).

É curioso que, embora tenha sido publicado agora em 2015, o texto certamente estava pronto há mais ou menos um ano. Não há menção aos protestos contra Dilma, que começaram em 1º de novembro de 2014.

Já tem o seu? Não? O que está esperando? Corra para comprar Por Trás da Máscara!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ebenezer Fox, veterano da Revolução Americana


Esta resenha é sobre um livro realmente antigo. Tomei conhecimento dele porque é citado por Rose Wilder Lane em The Discovery of Freedom. The Adventures of Ebenezer Fox in the Revolutionary War foi escrito em 1838, quando seu autor tinha 75 anos. Seus netos sempre perguntavam sobre as histórias que ele viveu no tempo da guerra de independência dos Estados Unidos. Ebenezer Fox resolveu colocá-las no papel para poder passar mais facilmente a eles essas experiências. Não imaginou que tomariam a forma de um livro.

Não é um texto muito longo. São 240 páginas de uma leitura agradabilíssima. Encontrei de graça na Play Store. Existe em outros lugares para download e foi publicado recentemente em papel, em edições fac-similares (ISBN 978-1-230-43194-9 e 978-1-4076-8914-2).

Quando Ebenezer tinha sete anos, seu pai decidiu que já era tempo para ele se sustentar sozinho e arranjou-lhe um emprego na casa de um fazendeiro. O menino ficou trabalhando lá por cinco anos. Achando que estava sendo explorado, resolveu deixar a cidade, em Massachussets, e procurar trabalho em um navio. Juntou o que pôde para essa aventura, alguns alimentos e cinqüenta centavos de dólar e fugiu junto com um amigo, na noite de 18 de abril de 1775. Poucas horas depois de sua fuga, muito perto de onde ele morava, foi lutada a Batalha de Lexington, que deu início à Revolução Americana.

Conseguiu emprego em um navio mercante e viajou até Santo Domingo, onde o capitão comprou uma carga de café. Voltando para Boston, já bem próximos da costa, foram abordados por um navio inglês. O capitão se entregou e Ebenezer e seus companheiros marinheiros pularam e nadaram até a praia. Por algum tempo, voltou para a casa de seus pais.

Um combate naval
Foi para a guerra mais duas vezes, como voluntário. Seu patrão, que era barbeiro, foi convocado para lutar e Ebenezer se ofereceu para substituí-lo. Alistou-se em um navio e participou de alguns combates, muito bem descritos no livro. Foi capturado e ficou talvez dois anos prisioneiro dos ingleses. Parte desse tempo, ficou no navio-prisão Jersey, em condições muito duras. Cerca de oito mil rebeldes americanos morreram nessa masmorra flutuante na vizinhança de Nova York, que acabou afundada ao final da guerra.

Foi levado para a Jamaica. De lá, no episódio mais interessante da narrativa, fugiu de barco para Cuba, junto com outros quatro companheiros, três americanos e um irlandês.

Salta à vista, ao longo do livro, a grande pobreza em que viviam os americanos na época da Independência. Foram mesmo esses colonos subdesenvolvidos e caipiras que lutaram contra o maior império militar e naval de sua época e venceram? Também vemos a crueldade do colonizador e a indignação e a revolta que essa opressão criou. É difícil de acreditar na situação desumana em que eram mantidos os prisioneiros do Jersey.

O infame navio-prisão Jersey
Também achei surpreendente a qualidade do texto e da linguagem de Ebenezer Fox, que parece não ter tido grande educação formal. O arquivo da Play Store foi digitalizado a partir de uma edição de 1847. Ao contrário do que acontece com a maioria dos livros recém-lançados que compro, não achei um erro de ortografia ou de gramática. Há belas ilustrações por todo o volume.

Ebenezer aproveita que está escrevendo para pedir a seus ex-companheiros de infortúnios que o procurem, caso ainda estejam vivos. Ele nunca mais soube nada do garoto que o acompanhou na fuga aos 12 anos, ou dos companheiros da viagem da Jamaica para Cuba. Mas recebeu a visita, depois da publicação da primeira edição do livro, de um tenente do navio em que lutou. Também teve notícias do capitão desse navio, a quem muito admirava.

Estou pensando em traduzir o livro para o português. Vai entrar na fila. Essas histórias hoje são totalmente desconhecidas. Estamos acostumados a sempre pensar nos Estados Unidos como o país mais rico e poderoso do mundo. Ninguém sabe o quanto já foram pobres e quanto trabalho deu enriquecer.

Aquele veterano de guerra possuía uma profunda consciência da importância da liberdade e da responsabilidade que a liberdade traz. Se você é livre, só você é responsável por si mesmo, ninguém mais. Essa é a principal mensagem de Ebenezer Fox.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dois Anos

Hoje faz dois anos que meu pai parou de sofrer. Acho que ele nem sofreu tanto assim. Na verdade, sempre me lembro dele rindo.

Já faz um bom tempo que o vejo quando me olho no espelho. Ouvi a voz dele nestes dias, muitas vezes. Chamando minha mãe: “Merce!” Me chamando, quando eu era criança e ele queria brigar comigo, de “pandorga” ou de “cabeça de porongo”, coisas que nunca ouvi ninguém mais dizer. Ele falava isso rindo, brincando de estar bravo.

Esta foto é do aniversário dele de 71 anos, em 2004. Gosto de lembrar dele assim, feliz.